Fotografia

Um monte entre as nuvens

Na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, o Monte Roraima se ergue sobre as nuvens como um santuário para a biodiversidade.

Redação ((o))eco ·
27 de maio de 2014 · 12 anos atrás

O platô do Monte Roraima apresenta um ambiente totalmente diferente da floresta tropical e da savana que se estendem na sua base. Separado da base por falésias de até 1.000 metros de altura, o topo do monte apresenta um clima diferenciado: temperatura média varia entre 10ºC durante o dia e 2ºC à noite, alta nebulosidade, fortes ventos e chuvas frequentes que tornam o ar bastante úmido (entre 75 e 85% de umidade relativa). Assim, tanto a flora quanto a fauna se adaptaram a condições climáticas e geológicas únicas, o que resulta em um alto de grau de endemismo, isto é, em espécies que somente podem ser encontradas neste ambiente. Isto se observa, por exemplo, nas diversas espécies de plantas carnívoras – que retiram dos insetos capturados os nutrientes que faltam no solo – e também no grande número de répteis e anfíbios que, devido à pouca mobilidade em relação às outras espécies animais, são específicos daquele local.

 

 

Veja também
Espelho do Céu

 

 

 

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Externo
2 de setembro de 2026

Planeta vai ultrapassar 1,5ºC de aquecimento e precisa lidar com consequências

Relatório do Pnuma aponta que humanidade já enfrenta um mundo perigosamente mais quente; mesmo no cenário mais otimista, aquecimento deve atingir 1,8ºC

Reportagens
2 de setembro de 2026

Guarás do Recôncavo revelam a importância dos manguezais

O aumento dos avistamentos da espécie na Bahia é resultado de 30 anos de reflorestamento com mudas nativas e de ações de educação ambiental voltadas a pescadores e marisqueiras

Colunas
2 de setembro de 2026

O todo é maior do que a soma das partes

Podemos ter excelentes protocolos, uma equipe treinada, equipamentos adequados e as melhores medidas preventivas. Mas há algo que não cabe no checklist: a construção da relação

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.