![]() |
Áreas úmidas, ou wetlands, são ambientes alagados temporariamente ou de forma permanente, ricas em biodiversidade. Elas são protegidas por uma convensão internacional, assinada em Ramsar, no Irã, em 1971. No Brasil, são reconhecidos 8 sítios Ramsar, entre eles o Parque Nacional do Mato Grosso e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá.
Um estudo publicado na edição do dia 24 de janeiro da revista científica PLoS Biology demonstra que mesmo após um intervalo entre 50 e 100 anos de recuperação, áreas úmidas degradadas estocam em média 23% a menos de carbono do que as intocadas. Além disto, a variedade de plantas nativas é 26% menor.
“Uma vez que você degrada uma área úmida, não é possível recuperar a combinação de plantas ou o estoque rico de carbono no solo orgânico, que afetam o ciclo natural de água e nutrientes, por muitos anos”, afirma David Moreno-Mateus, que durante o pós-doutorado analisou 124 projetos de monitoramento de 621 áreas úmidas em todo o mundo.
O estudo demonstra que a recuperação em zonas mais frias é ainda mais lenta do que nas zonas quentes do planeta. Se forem áreas pequenas – com menos de 100 hectares – e estiverem longe de rios ou mares, esta recuperação vai demorar ainda mais.
O dia mundial das zonas úmidas
Saiba mais:
Artigo: Structural and Functional Loss in Restored Wetland Ecosystems David Moreno-Mateos, Mary E. Power, Francisco A. Comín, Roxana Yockteng Research Article, published 24 Jan 2012; doi:10.1371/journal.pbio.1001247
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
((o))eco realiza 1º encontro de membros nesta terça
Evento online, exclusivo aos apoiadores de ((o))eco, será oportunidade de conhecer bastidores, discutir a cobertura ambiental e ter um diálogo direto com repórter →
Rodrigo Agostinho deixa o Ibama após 3 anos
Saída ocorre em meio ao calendário eleitoral e encerra ciclo iniciado em 2023; Gestão teve foco no fortalecimento da fiscalização ambiental do órgão →
Sensor nacional mira “ar invisível” da Amazônia e reforça monitoramento em terras indígenas
Tecnologia de baixo custo quer ampliar dados sobre poluição do ar em territórios indígenas, onde queimadas já comprometem saúde e expectativa de vida →

